sábado, 21 de janeiro de 2012

Você será o Super homem. Agora Voe!


Livre-arbítrio: faculdade da vontade para se determinar; possibilidade de exercer um poder sem outro motivo que não a existência mesma desse poder.

“Faça isso!” e “faça aquilo” são frases fáceis de serem pronunciadas, já que só exigirão esforço daquele que as ouve. Na sociedade em que vivemos, há uma divisão hierárquica natural nas empresas. A relação se estabelece entre chefe e empregado: o primeiro manda e o segundo só tem a obrigação de cumprir a ordem dada. Acontece que esse tipo de relação não ocorre somente em empresas, mas também na vida social. E muitas pessoas acabam perdendo o seu poder de escolha com isso.

Há três tipos de ouvinte: aqueles que refletem sobre a ordem, analisando os meios de a cumprirem e suas consequências, tomando parte da responsabilidade para si; aqueles que apenas cumprem o que lhes foi dito, sem ligarem para qualquer outra coisa a não ser o resultado; e aqueles que não pensam na ordem, no resultado nem no porquê de a obedecerem: apenas seguem o fluxo. Tanto o segundo como o último podem ser facilmente influenciados: o segundo por ser uma máquina desenfreada, já que não toma a responsabilidade de seus atos para si, precisando apenas de uma recompensa no final para que o faça. O último por não exercer sua capacidade de discernimento.

Mas e quando não há quem mande? Quando a escolha for individual e for preciso tomar uma decisão por si mesmo? Ambos teriam a chance de começar a pensar. Mas também poderiam ficar perdidos e parados, sem fazer coisa alguma. Ficariam como uma estátua, esperando alguém vir para mandar, já que ele próprio não sabe tomar uma decisão. E é aí que a vida passa… A pessoa tem liberdade para tomar a decisão, mas não a toma. Alguém que possui a liberdade, mas não sabe utilizá-la? Realmente chegamos a tal ponto de não aproveitar a chance de escolha? Sim, por medo. E pelo simples fato de não praticarmos a indagação, não temos condições de escolher. Esse desinteresse foi criado aos poucos, a cada ordem cumprida sem ser questionada, a cada “tanto faz”.

Um exemplo disso é a escolha da faculdade. Jovens que acabam de sair do colegial já precisam saber a profissão que exercerão por toda a vida. Será que pensam no motivo de trabalharem, na sua utilidade como profissional ou como irão contribuir ou não para a sociedade? Será que o jovem chegou a pensar no motivo de ter passado todo esse tempo na escola, estudando? Ou será que essa escolha é simplesmente feita por fazer, pois foi estabelecido que naquele período de sua vida era preciso prestar vestibular? Simplesmente porque todo mundo faz nessa época?

Receber ordens, cumprir ordens, fazer a roda girar. Que tal parar e pensar: por que, para quê, como? Não adianta temer. É preciso que se entenda que, não importa quem faz a escolha, ela terá consequências para quem a praticou, quem mandou e outros a sua volta. Já que você será afetado, porque você mesmo não decide a melhor opção? É melhor tomar responsabilidades, mas mesmo assim ter controle do volante que conduz sua vida. Pode parecer clichê, mas afinal, quem a vive é você.

Mobilização em redes virtuais

Hoje em dia, as redes sociais estão cada vez mais influentes nas nossas vidas. Através da mídia, as pessoas conseguem fazer com que várias outras participem de manifestações. Pequenas coisas, quando colocadas em alguma rede social, geram uma mobilização absurda da população. Em fevereiro desse ano, alunos do colégio Marista Arquidiocesano resolveram usar o Twitter criando a hashtag #abaixocalu, para que diminuíssem os preços da Cantina Calu (terceirizada pelo colégio). Essa ideia não está ligada apenas a esse tipo de tema, mas com assuntos gerais também, como, por exemplo, a política.

Em julho de 2009, os usuários do microblog organizaram o “Fora Sarney”, protesto que insistia na saída do presidente do Senado, José Sarney, por suspeita de tráfico de influência, ocultação de informações à Justiça Eleitoral, responsabilidade por atos secretos, além de supostas irregularidades na Fundação José Sarney, envolvida em denúncias de irregularidades com a Petrobras. O movimento contou com mais de sete mil seguidores no Twitter, entre elas pessoas bastante conhecidas na mídia como o apresentador de TV Luciano Huck, a cantora Sandy, o ator Bruno Gagliasso e o comediante Rafinha Bastos. As passeatas acabaram acontecendo em Porto Alegre, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Além de mobilizações, algumas redes sociais acabam juntando pessoas até mesmo de um jeito interativo para apoiar vítimas de grandes desastres. Quando houve o terremoto no Haiti, no começo do ano de 2010, para arrecadar dinheiro, a Zynga, criadora de aplicativos para o Facebook, decidiu realizar tal ação através de seus jogos como Farmville, Cafe World e Cityville. Porém, foi verificado que a Fatem (Foundation for the Technological and Economic Advancement of Mirebalais), uma instituição que ajuda os atingidos por tal desastre, recebeu somente US$ 192 mil da Zynga.

Como as pessoas estão ficando cada vez mais ligadas às redes sociais e com o avanço da tecnologia, a tendência é que cada vez mais essas manifestações sejam organizadas assim em razão da sua facilidade e rapidez de comunicação.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O que é o ano novo pra você?

Senti falta aqui desse cantinho, onde posso ser eu mesma e compatilhar pensamentos e devaneios que até então eu acreditava que outras pessoas desconheciam. É tão gostoso estar aqui de volta e desejar a vocês um FELIZ 2012 - atrasado, eu sei - mas nunca é tarde para dizer isso a vocês, já que para mim o tempo de ser feliz é aqui e agora, independente de ser início de ano ou não. Quero apenas adiantar a vocês que estou preparando vários posts para o Feminices, tudo com muito carinho para vocês, minhas amigas e leitoras. Não posso sair daqui sem lembra-las de não se esquecer NUNCA se que ser feliz é base para se alcançar qualquer objetivo, a felicidade para mim é base da esperança, a base para acreditar que podemos chegar onde quer que seja! O que mais me encanta nessa ideia de "novo ano" é poder deletar das nossas vidas tudo o que foi lixo, tudo o que não valeu a pena, cada tristeza, cada lágrima e cada angústia, e fazer aquelas with lists enoooormes de coisas que acreditamos que vamos cumprir o ano inteiro, mesmo que metade daquela lista não se concretize para mim só o fato de imaginar que tudo pode se renovar já me dá mais motivos para nunca desistir, para nunca deixar de acreditar naquilo que eu quero dentro da minha vida. Minha lista de realizações para 2012 está aqui pronta, se vou conseguir cumprir ou não é outra história, mas o fato é que me sinto renovada de tudo, de sonhos, de vontades e desejos, enfim, de tudo o que me rodeia!

domingo, 8 de janeiro de 2012

DIÁRIO DE BORDO - 1º

Este texto, inspirado em poesia, é o primeiro de uma sequência de 8 textos, que juntos se chamam 'O diário de bordo do soldado nº7'. É um tanto metafórico, e remete ao sujeito que viu como somos do lado de fora. Tudo parece lindo, mas aqui sempre apodrece no final.
Ele e outros textos você encontra no do-con-tra.blogspot.com.
Esse é o primeiro post na parte POESIA DE BOTECO, onde pretendo descarregar uns versos toscos ou textos ficcionais.
Agradeço muito pela oportunidade e atenção!




Mascaras de oxigênio caindo em 3, 2, 1...
"Acho que perdemos pressão na aeronave." - comenta o Soldado.
Apertem seus cintos.
O Soldado sabe que a hora que a frente começar a apontar para baixo, as chances de recuperação são nulas.
Se estamos voando o que foi que nos acertou?
Acho que essa mania de estar voando baixo é um problema muito sério.
Ou seguimos voando a muitos pés de altura. Ou vamos por via terrestre d'uma vez.
Quando vamos via chão encontramos muitos seres de espécies que pra nós parecem tão peculiares. Tão únicos.
Cada face é tão diferente, tem tantas marcas, tantos sinais, tantas manias.
Acho que eles devem achar, igual achamos nós, que todos eles são parecidos, quase iguais.
Passam uns pelos outros como se não vissem nada, enquanto nós daqui de dentro ficamos pasmos com tanta singularidade.
Eles olham pro chão, aposto que não enxergam nada dos outros. E eu olhando pra todos.
Acho um absurdo. Ignorar tantas coisas assim.
Me entenda, eles são diferentes. São espécimes diferenciadas. Tem cores, cheiros, formas e com certeza histórias, que eu gostaria tanto de saber, de ver, de ouvir, sentir.
Dá pra ver que cada cicatriz tem um acidente por trás, cada fio sem cor no cabelo é uma forma de estresse.
E os mais velhos... Dá pra ver sabe? Eles são como eu, do jeito deles, mas eu sei pelo olhar que eu curiosamente nunca me aprofundei, mas eles são cheio de manias. Assim como eu. Acho que entendo porque não se olham. Cada um tem suas manias, muitas vezes as nossas manias e nosso egoísmo não nos deixa conhecer e adotar as manias do outro.
Ah! E engraçado. O chão deles é muito colorido. Se bem que, se estamos um pouco mais alto, fica cinza no geral, quase preto.
Não estava entendendo porque o solo era tão colorido, e tão mutável. E foi então que vi um deles soltando ao chão algo, uma embalagem talvez, que protegia algum produto perecível.
E ao longo de umas viagens, comecei ver que todos a longo prazo acabavam fazendo isso. Desembrulham algo, e deixavam sua proteção ir ao chão. Bom, conclui que deve fazer bem ao solo certo? Por vezes passamos próximo a latões de lixo! Sério, eram muitos latões de lixo, igual os que temos. E quase nenhum deles despejava suas necessidades lá dentro. Logo calculei, devia fazer bem ao solo receber tantas matérias inutilizáveis. Pensei em... como fala? Esterco, adubo? Que é feito as vezes de fezes animais.
Mas me deixava louco ver que as vezes o solo tinha produtos de diversas cores, e era só nossa aeronave elevar um pouco que todas as cores ficavam cinza, preto. E as coisas no chão, todas se pareciam uma só.
Eu achei bonito na época.
Mas percebi, logo depois, que foi bobeira minha comparar aquilo com adubo e não com entulho.

Diário De Bordo.
Outro planeta, mesmo mundo?
Capítulo 1.
Soldado 7.
A viagem entre nós mesmos.

MUNDO: A MAIOR METAMORFOSE AMBULANTE

Lagarta, muitos morrerão lagarta. Não entendem o sentido de evolução, observam de fora do casulo, sem entender o que está se passando, ficam abismados, inquietos, mas continuam indiferentes, morrerão lagartas, pois o medo do desconhecido os impede de avançar, preferem continuar na zona de conforto, é mais confiável. Contudo, muitos outros estão em evolução, neste momento, o mundo está repleto de casulos espalhados por todos os cantos, é possível enxergá-los inclusive no Brasil.

Deixaram a pouco de serem lagartas, querem mais, querem evoluir, expandir e liberar todo o seu potencial, estão sedentas por isso, e sabem que é chegada a hora. Elas possuem consciência de que a vida é curta, e que há nesse mundo uma imensidão de coisas a serem descobertas, coisas que como lagartas jamais ás compreenderiam, porém já estão pulando está etapa, neste momento não observa as mudanças de cima e de fora, neste momento são elas as protagonistas de sua própria metamorfose.

Em um giro rápido ao meu redor, é fácil perceber que estamos nos aperfeiçoando, cada qual na atividade que lhe convém melhorar, uns estão ficando melhores em poker, outros já fazem macarrão como ninguém, já temos especialistas em bolinhas de gude, e exímios jogadores de gamão, temos também os experts em roubarem dinheiro público, temos os mestres na arte da manipulação, contudo temos também pessoas se aperfeiçoando no ativismo social, e pessoas cada dia melhores em fazer o bem. O mundo, esta grande bola que emana aprendizagem, está repleta até as bordas de aprendizes, entre esses aprendizes, os considerados "loucos" são os que mais me fascinam. Já saem na frente, pois são imunes as inibições, não tem rédeas nem freio, não ligam para a opinião alheia e nem seguem uma rotina. Estes são a tal "metamorfose ambulante", não se apegam nunca a suas velhas opiniões.

O mundo também está vivendo sua metamorfose, ha muito tempo que está no seu casulo esperando para nos mostrar o quão bonito ele ficará ao fim deste processo, porém está um pouco difícil concluir esta segunda fase, nós insistimos em atrapalhar sua evolução, quando chegamos a um patamar aceitável para continuidade da mesma, vêm às guerras, o egoísmo e a ambição, e com isso fazemos com que o mundo regrida novamente.

Eu estou confortável aqui no meu casulo, e observo a tudo o que acontece ansiosamente, como disse o Eduardo Marinho "- Eu olho para ao redor e está tudo se aperfeiçoando, só posso chegar a uma conclusão, o mundo está se encaminhando para a perfeição ... Mas aonde está a perfeição? Não sei, deve estar junto da eternidade, da liberdade, da plenitude..." Ou seja, é uma utopia, mais uma das varias que servem para nos fazer caminhar. Então evoluam, junto com o mundo, seus amigos, suas ambições, seus desejos, e deixem este processo acontecer com você, aprenda com quem já está no casulo há mais tempo, mas lembre-se, não existem dois casulos iguais, os mais sábios e mais experientes, são referencias, e não moldes. Chegaremos a um mundo de borboletas, onde lagartas não mais habitarão.





Música para ouvir enquanto se lê: Metamorfose ambulante (Raul Seixas)


O Pequeno Príncipe

O Piloto Poeta

Guiado pelas estrelas Antoine de Saint-Exupéry, viajou pelo mundo, decifrou o céu, criou laços entre as pessoas. Diminuindo as distâncias, fez o mundo parecer menor. Escrevendo, fez do nosso planeta, um mundo maior.

O Essencial

Antoine de Saint-Exupéry partiu para Nova York no fim de Dezembro de 1940, onde começou a desenhar, na frente aos editores, o recorrente menino de cabelos rebeldes. Quando lhe perguntavam, respondia: “Não é nada de mais, é apenas o garoto que existe no meu coração.”
A primeira edição do Pequeno Príncipe apareceu em abril de 1943. Ele recebeu um dos primeiros exemplares alguns dias antes do seu embarque para a África do Norte. Atravessou o Atlântico a bordo de um navio com tropas americanas para lutar pela França ocupada pelo exército alemão. No dia 31 de Julho de 1944 não retornou da sua última missão.
Toda a obra de Saint-Exupéry é centrada em valores fundamentais e universais. Elas fazem parte do nosso patrimônio. São os valores dos homens solidários, responsáveis e persistentes.

A Toalete do Planeta

Um pequeno príncipe nos convida a olhar com atenção o planeta que habitamos, cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança.
Estrelas que sabem sorrir.
Antoine de Saint-Exupéry resgatou a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.

O Livro

O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos.
É um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta.

“As estrelas são todas iluminadas...
Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?”

Retirado do site: http://www.opequenoprincipe.com/

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um legado, uma lição de vida! Aliás, 28 lições de vida!

“Nessas últimas semanas, depois de saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês crescem.

Estive pensando sobre o que realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.

As três virtudes mais importantes são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito orgulhoso de vocês.

Estou dando conselhos a vocês. Esses são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.

Amo muito vocês. Não se esqueçam disso.

Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.

Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.

Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.

Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.

Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.

Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.

Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.

Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.

Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.

Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.

Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.

Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.

Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.

Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.

Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.

Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.

Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.

Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.

Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.

Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.

Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.

Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.

Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.

Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.

Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.

Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!

E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.

Amo vocês com todo meu coração,

Papai


Este texto foi escrito por Paul Flanagan, professor, pai das crianças com quem aparece na foto, quando descobriu que tinha poucos meses de vida. Um exemplo como pai, como ser humano, que preocupou-se com a educação, a vida em si de seus filhos, mesmo sabendo que estava em estado terminal. O professor deixou também cartas e mensagens registradas em DVD's, juntamente com livros que gostaria que os filhos lessem, assim como presentes para cada ano de vida que os mesmos completassem.

Paul morreu em novembro de 2009, sendo que a carta fora entregue somente no mês passado aos filhos, segundo o site britânico Daily Mail.

Nota FORA DO SCRIPT: Thomas e Lucy com toda certeza do mundo têm muito orgulho do exemplo de pai que tiveram e farão jus às suas palavras. E NÓS APRENDEMOS.






SOBRE OPÇÃO

Esses dias eu vi esse blog nãotenhopreconceito.tumblr.com e fiquei pensativo. Voltei a me pensar se esse país realmente está ficando livre ou não do preconceito e não há jeito melhor de ver essa reflexão do que olhar para nós, que somos jovens. Porque as cabeças de mais de 30 anos são imutáveis, ainda que retardadas, e as com menos de 15 ainda são influenciadas pelas ideias retrógradas dos seus pais.Então eu vou somente expor minha opinião sobre toda essa coisa de homofobia..Eu gostaria que todos os homofóbicos que eu conheço lessem esse texto, mas isso de fato não é possível.

SOBRE OPÇÃO

Acho que a gente tem que começar a mudar nossa postura.
Tem muita coisa errada nesse país (provavelmente no mundo, mas eu só moro aqui).
O nosso comportamento, nossa sociedade, nossos tabus e dogmas são descendências da igreja católica. Sim, até os evangélicos vivem a vida que o catolicismo impôs.
E pra não desviar, eu não vou entrar na questão da existência ou não de Deus, mas uma coisa eu posso dizer que é fato, não houve ordem divina para o ódio dos homossexuais, nem condenação, apesar de em Levítico 18 e 20(em algumas outras passagens também) dizer que é erro se deitar com um do mesmo sexo, o homem escreveu propositalmente para firmar o catolicismo como único, condenando logo a prática que era comum entre os gregos e romanos.
Então, eu fico perplexo em ver que ainda hoje isso é um ASSUNTO.
Sim, pra mim, que sou um sujeitinho bem simples e claro quanto a existência de tudo, discutir a opção sexual é ridículo. É inaceitável. É... inconcebível.
Eu sei que passamos gerações e gerações sem que esse assunto viesse à tona, os homens que SEMPRE continuaram se deitando com outros homens, tinham de fazer escondidos, na calada da noite, em reuniões orgíacas, enquanto suas mulheres se o fizessem seriam condenadas a morte.
Mas o assunto veio à tona. Com tantas revoluções, descobertas e a “evolução” da sociedade nos três últimos séculos, fez com que as pessoas começassem a sentir bem em ser o que são, afinal nos deram a impressão da liberdade. Mas existe liberdade?
Eu vejo e vocês vêm todos os dias a internet dando a falsa sensação de liberdade, a falsa confirmação de que todos nós somos inteligentes, de que todos são resolvidos. A sensação falsa e ridícula de que você forma opinião certa, afinal qualquer merda que nós falamos sempre alguém ‘curte’.
Isso é liberdade, só que ao contrário.
É exatamente isso que vem aumentando a discriminação, a sensação de poder, a sensação de raça superior.
Vem um vagabundo pra mim e diz que adora ‘pegar’ duas mulheres juntas. Eu pergunto pra ele se ele não liga para o que diz na bíblia dele, sobre homossexualismo, ele me diz ‘ODEIO! Se eu ver duas bichas, eu soco.’
O quão hipócrita isso pode ser?
‘Ah mano, mas duas mina é dahora, dois caras é nojento, aff’.
Sempre dá pra piorar.
Ménage à trois ou ‘threesome’ é bom. Mas, meu caro, a mulher pode achar isso também.
Então eu fico perplexo, eu não tenho nem palavras pra descrever o quanto me incomoda toda essa discussão, essa conversa sobre homo e hetero é nojenta.
Eu vejo a coisa duma forma simples: Eu nasci hetero. Tem gente que não. Tem gente que nasceu gay.
A minha pergunta é: O que caralhos isso tem a ver com você?
Infelizmente, alguns de nós fomos criados para abominar tal atitude. Resquícios da pobre e hipócrita cultura bíblica. E a mídia também sempre, até esses dias, quando não concordou com essa visão, se omitiu.
Mas o mundo muda!
Acho eu que ser hetero ou ser homo não é questão de discussão pra ninguém. Aliás nem nome para se diferenciar deveria existir. Pode parecer absurdo nos comparar com tantas escórias, mas somos a MESMA RAÇA HUMANA.
Criticar uma pessoa pela sua opção sexual é a mesma coisa que criticar alguém pela sua altura ou pela cor dos seus olhos. É inaceitável, porque é uma característica genética, imutável.
Não é por criação, não seja porco.
O dia do orgulho gay não é algo que eu adoro, mas é algo que eu aceito, concordo por toda a história, o preconceito, a discriminação, a caça. Assim como a mulher merece seu dia também, porque mais uma vez a cultura religiosa colocou a mulher como coadjuvante numa família, quando na verdade, ela é tudo.
Agora, Orgulho Hetero? Sério? Somos tão atrasados assim que precisamos de um dia para comprovar nosso ódio contra uma coisa que nem é ‘questão de opinião’?
Não.
O que você deve pensar sobre isso?
Nada.
Não precisamos da sua opinião sobre tudo isso.
Não diz a respeito a você, se você não é. Cuide mais da sua vida, faça mais por você.
Todos querem paz e amor.
Seja um instrumento de mudança, não seja um fardo.
Pense nos filhos que vocês colocarão nesse mundo, por favor.


Esse texto foi escrito dia 3 de janeiro de 2012.
Postado originalmente no blog do-con-tra.blogspot.com, meu blog pessoal.
Pra quem ficou e leu até o final, agradeço pela atenção.
Esse foi meu primeiro post no blog FORA DO SCRIPT, agradeço o convite da equipe, principalmente do Bruno Alves e do Juninho Martins!
Post seguinte farei um post inédito, para agradecer com capricho o convite!
Fé!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Garimpando Talentos

A arte a muito mascarada e assim nos apresentada em formas que não condizem com a verdadeira, ainda sobrevive em meio ao caos que se tornou essa indústria da música, cada vez mais injusta. Aqueles que ainda usam o que há entre suas orelhas, atentos e sedentos por algo novo, conseguem por intermédio de terceiros terem a incrível felicidade que tive ao ver essa moça cantando. Sim, ainda existe talento, ainda existe um som puro e verdadeiro, ainda existe o "dom de cantar", não está em evidência, pois aqui no Brasil, temos que garimpar muito para achar as pedras mais preciosas, mas está a sua disposição nesse momento.
Atrevo-me a afirmar que a diferença entre Gisele Lira e nossas interpretes atuais limita-se a um mero produtor, ao famoso Q.I (Quem Indica) nada além, pois o talento da mesma é algo indiscutível. Para aqueles que acham exagero, assistam ao vídeo abaixo e tirem suas próprias conclusões.
Sem calça colorida, sem carisma forçado, sem penteados chamativos ou um clipe apelativo... O que há nesse vídeo é somente a demonstração de seu talento, sem maquiagens, mixer's e estúdios milagrosos, há apenas como ferramentas a luz da lua e uma roda de amigos, servindo-lhe de inspiração. Uma grande demonstração de domínio sobre a voz, sem nenhum artifício a mais. Simples e objetivo.


Gisele Lira cantando - Adele


Agradecimentos: Domingos Júnior

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Marthin Luther King, Jr.

"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter e não pela cor da pele". - Marthin Luther King

Martin Luther King Jr. era filho e neto de pastores protestantes batistas. Fez seus primeiros estudos em escolas públicas segregadas e graduou-se no prestigioso Morehouse College, em 1948.
Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Lá conheceu sua futura esposa, Coretta Scott, com quem teve quatro filhos.

Em 1954 Martin Luther King iniciou suas atividades como pastor em Montgomery, capital do estado do Alabama. Envolvendo-se no incidente em que Rosa Park se recusou a ceder seu lugar para um branco num ônibus, King liderou um forte boicote contra a segregação racial. O movimento durou quase um ano, King chegou a ser preso, mas ao final a Suprema Corte decidiu pelo fim da segregação racial nos transportes públicos.

Em 1957 tornou-se presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, intensificando sua atuação como defensor dos direitos civis por vias pacíficas, tendo como referência o líder indiano Mahatma Gandhi.

Em 1959, King voltou para Atlanta para se tornar vice-pastor na igreja de seu pai. Nos anos seguintes participou de inúmeros protestos, marchas e passeatas, sempre lutando pelas liberdades civis dos negros.


Os eventos mais importantes aconteceram nas cidades de Birmingham, no Alabama, St. Augustine, na Flórida, e Selma, também no Alabama. Luther King foi preso e torturado diversas vezes, e sua casa chegou a ser atacada por bombas.
Em 1963 Martin Luther King conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem pelo fim da segregação racial em Washington. Nesta ocasião proferiu seu discurso mais conhecido, "Eu Tenho um Sonho". Dessas manifestações nasceram a lei dos Direitos Civis, de 1964, e a lei dos Direitos de Voto, de 1965.
Em 1964, Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz. No início de 1967, King uniu-se aos movimentos contra a Guerra do Vietnã. Em abril de 1968, foi assassinado a tiros por um opositor, num hotel na cidade de Memphis, onde estava em apoio a uma greve de coletores de lixo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mohandas Karamchand Gandhi

Mahatma significa: "A Grande Alma"

Perguntaram numa ocasião a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem o ser humano, ele respondeu assim:

"A política sem Princípios, o Prazer sem responsabilidade, a Riqueza sem Trabalho, a Sabedoria sem Caráter, os Negócios sem Moral, a Ciência sem Humanidade e a Oração sem Caridade".

Em 2 de Outubro de 1869, nascia Mohandas Karamchand Gandhi, em Kathiawar, estado de Porbunder, na Índia, líder pacifista da humanidade e principal personalidade da independência desse país. Mais novo dos três filhos de Karamchand Gandhi (Kaba Gandhi) e sua esposa Putlibai. Kaba Gandhi foi primeiro ministro nos estados de Porbunder, Rajkot e Vankaner.
Em 1883, com apenas treze anos, contraiu matrimônio com a Sra. Kasturbai Makanji, que também contava com treze anos a época.
Formou-se em direito em Londres e em 1891, voltou para a Índia a fim de praticar a advocacia. Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia o movimento pacifista, lutando pelos direitos dos Hindus.
Volta à Índia em 1914 e difunde seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva. Nega colaboração com o domínio britânico e prega a não violência como forma de luta. No mesmo ano funda o Congresso Nacional Indiano para lutar pela independência. Durante a Primeira Guerra Mundial interrompe as suas atividades políticas, mas em 1920, ao verificar que a Grã-Bretanha se nega a qualquer tipo de reforma, elabora um programa que preconiza a luta não violenta, a desobediência civil e o boicote aos produtos britânicos. Graças a este programa, o independentismo recupera enorme força. Encarcerado em 1922, é libertado dois anos depois mercê da enorme pressão popular e internacional. Até 1940 Gandhi está confrontado com a política colonialista da Grã-Bretanha, é encarcerado várias vezes e protagoniza diversas greves de fome.
Ao rebentar a Segunda Guerra Mundial os indianos voltam a apoiar a Grã-Bretanha; Gandhi, em desacordo e ao ver contrariados os seus princípios pacifistas, abandona a presidência do Conselho Nacional Indiano. Após a contenda, e em grande parte por causa da infatigável atividade pública e política de Gandhi, a Índia ascende à independência (1947).



A divisão da Índia entre hindus e muçulmanos


Gandhi teve grande influência entre as comunidades Hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o restante da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi havia iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, ele sofreu um atentado: uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido.

Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a despeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição de seu assassino.

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.

É significativo sobre a longa busca de Gandhi por seu deus o fato de suas últimas palavras serem um mantra popular na concepção hindu de um deus conhecido como Rama: "Hai Ram!" Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito quanto para o idealismo político, relacionado a uma possibilidade de paz na unificação.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Charles Spencer Chaplin

"Se tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdade, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria." - Charles Chaplin


Nasceu no dia 16 de abril de 1889, em um subúrbio de Londres. Sua mãe, Lili Harley era atriz de comédia. Seu pai, também artista do music-hall, abandonou a família quando Charles ainda era pequeno. Um grave problema de laringite acabou com a carreira da jovem Harley, obrigando Chaplin a debutar artisticamente com apenas cinco anos de idade.

O teatro, muito frequentado por soldados não era propriamente um local seletivo, mas foi onde o pequeno Chaplin pôde demonstrar pela primeira vez o seu grande talento para a interpretação.

Os primeiros anos da vida de Chaplin se passaram em orfanatos e foi neles onde Chaplin encontrou todos os elementos que utilizaria mais tarde nos roteiros dos filmes que dirigiu e interpretou. Essa primeira etapa da sua vida não tinha o humor nem a ironia com a qual o cineasta sensibilizou o público do mundo inteiro. Felizmente, Chaplin acabou construindo a sua vida com a única coisa positiva que herdara de sua família: a paixão pelo teatro.

O adolescente Chaplin conseguiu um lugar na companhia do acrobata Fred Karno, apresentado por seu irmão Sidney. Karno, que fazia sucesso com espetáculos de mímica, chegou a ter cinco companhias, apresentando-se em todas simultaneamente. Chaplin rapidamente superou o artista Harry Weldon, com quem dividia o número e em 1909 teve sua primeira temporada em Paris.

Chegando em Paris conheceu a cidade onde os irmãos Lumiére, George Méliés e Max Linder fizeram nascer a magia do cinematógrafo. Anos mais tarde, Max Linder diria: “ Chaplin teve a gentileza de me confessar que os meus filmes o levaram a fazer seus próprios filmes. Chamou-me de mestre, mas fui eu que tive o prazer de aprender com ele”. Naquela época o mundo das imagens animadas ainda lutava para conseguir uma linguagem própria e um reconhecimento social

Depois de outra turnê pelo norte da Inglaterra, Karno ascendeu Chaplin a primeiro ator das representações que a companhia faria nos EUA, em 1910. Toronto e Nova Iorque foram as primeiras paradas desta turnê, antes de prosseguir para o oeste. A Broadway não assimilou o humor inglês, mas Chaplin chamou a atenção de alguns jornais e de um jovem espectador, que nessa época trabalhava para o cinema; era Mack Sennett, que voltaria a encontrar Chaplin dois anos mais tarde, em nova turnê pelos EUA.

Enquanto estava na Filadélfia, em 1913, Chaplin recebeu um telegrama pedindo-lhe que fosse até um escritório no centro da Broadway. Ali funcionava a sede da Keystone Comedy Film Company, onde lhe ofereceram um salário de 150 dólares para que fizesse três filmes por semana. Depois de algumas negociações, Chaplin Acabou aceitando o trabalho e ao chegar em Los Angeles, reencontrou Mack Sennett, que seria seu novo chefe.


No início Chaplin teve que adaptar-se ao estilo de Sennet, com perseguições policiais e exibições de insinuantes banhistas. O seu primeiro filme, estreado em fevereiro de 1914, mostrava as aventuras de um personagem cômico na redação de um jornal. Em seu segundo filme, Corrida de automóveis para meninos (1914), criou um personagem que logo seria identificado pelo público. Sennett pediu-lhe que se vestisse de maneira engraçada. “Pensei que poderia usar umas calças muito grandes e uns sapatos enormes, além de uma bengala e um chapéu coco. Queria que tudo fosse contraditório: as calças folgadas, o paletó apertado, o chapéu pequeno e os sapatos enormes. Não sabia se deveria parecer velho ou jovem, mas quando me lembrei que Sennett tinha pensado que eu era bem mais velho, coloquei um bigodinho que me daria alguns anos sem sem esconder a minha expressão”. Assim nasceu o famoso “Tramp” (que os povos dos países de idioma espanhol passaram a chamar de “Carlitos”).

O sucesso de Chaplin foi consolidado pelo contrato com a Mutual em 1916. Em troca de 10.000 dólares semanais e de uma bonificação inicial de 150.00 dólares, Chaplin comprometeu-se a entregar doze curtas-metragens de duas bobinas, dentre as quais estão algumas das suas primeiras obras-primas: “No Armazém” (1916), “Rua da Paz” (1917), “O Emigrante” (1917). A produtora colocou um novo estúdio à sua disposição, o Lone Star, e o cineasta pôde trabalhar com liberdade, rodeado por uma equipe de fiéis colaboradores como os atores Eric Campbell, Henry Bergman, Albert Austin e Edna Purviance.

A respeito de seu envolvimento com Edna Purviance, o próprio Chaplin reconheceu na sua autobiografia: “Como Balzac, que achava que uma noite dedicada ao sexo significava a perda de uma página de algum dos seus romances, eu também achava que seria perder um ótimo dia de trabalho nos estúdios”.

O Cineasta viveu o suficiente para receber vários prêmios. Em 1971, a Academia de Hollywood quis restaurar a sua reputação nos EUA com um Oscar especial pela incalculável contribuição à arte do século: o cinema. Um ano mais tarde recebeu outro Oscar com um sabor especial, o de melhor trilha sonora pelo filme Luzes da Ribalta, que por não ter estreado em Los Angeles pôde ser candidato ao Oscar vinte anos depois. Nessa ocasião Chaplin decidiu voltar aos EUA e pisou num palco pela última vez, sendo aplaudido durante muitos minutos. Três anos mais tarde, a rainha da Inglaterra o nomeou cavaleiro do Império Britânico. Em 1977, na fria madrugada de 25 de dezembro, o cineasta deu seu último suspiro, aos oitenta e oito anos e de idade. Morria o gênio de infância triste que com os seus filmes, fez com que milhares de espectadores do mundo inteiro rissem e chorassem...

domingo, 20 de novembro de 2011

O Desafio de Ser Referência

Ser exemplo para outras pessoas é mostrar que se pode mudar. Quantas vezes ficamos horas e horas dando conselhos, sejam eles amorosos, sobre o que fazer, o que não fazer, aonde ir, aonde não ir, e de imediato nos falam: “ É fácil falar, o difícil é fazer.”

Muitas vezes, queremos mostrar autoridade, impondo regras e limites nas pessoas, sendo que nós mesmos não o fazemos. Muitas vezes, deixamos que nossas ações, falem mais alto do que nossas palavras, porque convenhamos que é muito mais fácil você falar, delegar, do que propriamente fazer o que está sendo dito.

Desde pequenos somos estimulados a dar exemplo, quando fazemos algo de errado e nosso irmão mais novo quer fazer igual, logo nossas mães vêm com aquela velha frase: “Você é o mais velho, tem que dar exemplo.” De cara não é muito bom ouvir aquilo, mas quando o tempo passa vemos que apesar daquela frase ser praxe na vida de um adolescente, faz realmente algum sentido, pois reclamos do que os outros fazem sempre, até nos tempos de hoje, e fazemos o mesmo, quando não pior.

Em todas as ocasiões de nossas vidas, precisamos ser exemplo, seja quando pai, quando chefe, como amigo, como aluno, como irmão, como líder de um determinado projeto e afins.

Como ensinar uma criança que conservante faz mal se os pais não deixam de comprar bolachas e refrigerantes?

Imaginemos que hoje somos chefes de uma empresa X, se pedirmos a nossos colaboradores uma conduta qualquer, por mais óbvio que pareça, todos esperam que você haja da mesma forma. Assim como eles têm um determinado horário para chegar, o seu papel como exemplo seria estar lá antes deles.

Ser uma pessoa exemplar na escola exige uma rotina de estudo tanto na escola quanto em casa, a pessoa se esforça e gasta tempo para compreender melhor o assunto estudado. Para se alcançar qualquer objetivo de vida, o seu esforço se faz necessário, em contrapartida o resultado será não apenas seu sucesso como pessoa, mas também será julgado como um exemplo a ser seguido por outras pessoas.

Sempre que uma pessoa deseja ser exemplo ela precisa trabalhar de alguma forma para que seu objetivo seja destacado das demais pessoas, é preciso ter uma rotina que nos permite exercitar nosso lado a ser destacado. Para ser diferente e exemplo é preciso primeiramente mudar.

Sendo assim, a partir do momento que damos conselhos, e não o seguimos, perdemos a referência, se estamos expondo uma ideia, é porque acreditamos nela, logo, devemos seguir o mesmo caminho, mostrando que aquilo é realmente o certo a fazer, buscando ser sempre EXEMPLO de que vale a pena seguir, ouvir o que está sendo dito.

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